domingo, fevereiro 15, 2009

Quase desalojada

Há algum tempo atrás, desloquei-me a uma grande superfície de mobiliário, na zona de Sintra, onde adquiri alguns móveis que na altura necessitava.

Dei uma vista de olhos às várias zonas de exposição e engracei com um modelo de cadeirão em verga, que me pareceu ideal para renovar a zona de refeições cá de casa, uma vez que os actuais embora bastante práticos e em bom estado, já têm quase 20 anos.

Era um modelo semelhante ao do lado, de formas arredondadas, que se ajustaria perfeitamente à parede da divisão em causa, uma saleta semi-redonda contígua à cozinha, onde temos a lareira (recuperador de calor) e passamos grande parte do tempo.

Como acontece quase sempre, o meu hortelão discordou logo da ideia! Argumentou que devia adiar para quando me aposentasse, já que actualmente pouco tempo ali passo sentada e que os actuais serviam perfeitamente para quem os usa ... referia-se, claro aos 3 felinos: Negrita, Chico e Fininha) e a rafeira Nikita que há muito tomaram posse do espaço e ali passam mais tempo do que nós.

Ora como por um lado a passagem à disponibilidade ainda vem longe, por outro duvido que encontre o mesmo modelo de cadeirão ou outro que me encha o olho, e faltando-me a coragem de Sócrates para retirar direitos adquiridos aos "habitantes de 4 patas", sinto-me quase desalojada na minha própria casa eheheh

17 comentários:

Zé do Cão disse...

Palavra que gostei muito, muito desta história dramática.
Eu quando gosto compro e acabou-se.
E é por isso que nesta altura, tenha uma garagem de um amigo quase ocupadas só com coisas minhas, que não sei onde as meter.

Biquinhos

Carlos II disse...

Resumindo e concluindo: Foste quase desalojada dos teus "cantinhos".

Bom, a natureza é cruel e nós fazendo parte dessa mesma natureza, temos que responder da mesma forma. É por isso que eu embirro com animais cá em casa. Cada macaco no seu galho. Os cães e os gatos devem andar na rua. Uns e outros sentem-se bem a caçar, a procurar comida, a namoriscar e a procriar, sem terem a necessidade da intervenção humana.

Que mania de trazerem para a "civilização" os animais selvagens e depois domestica-los. Tá mal!

Beijinho

Roderick disse...

De Sintra? Não me digas que somos vizinhos?

Espaço do João disse...

É assim mesmo.
Cá em casa a célebre "Nina" faz a mesma coisa connosco no sofá junto á lareira. Como os sofás pequenos não comportam o corpanzil, ela apodera-se do sofá cama. Bjocas João

Pascoalita disse...

Zé,

Não têm o sumo das tuas histórias, mas é o que se arranja eheheh

Olha que também não é muito do meu feitio ir atrás do que diz o meu manel, até pq se fosse dar-lhe ouvidos nunca comprava nada.

E já me aconteceu não comprar na hora pq geralmente os homens não são bons companheiros para fazer compras e acabo por perder a oportunidade.
jinho

Pascoalita disse...

Eu até concordo contigo, Carlitos.
A pouco e pouco quase "humanizar" os bichos eheheh


Mas pensando bem, nós também já fomos tão selvagens como eles e até gostamos de viver na civilização ahahahah

Pascoalita disse...

Roderick

Pois é, seremos quase vizinhos. Passo muitas vezes na zona de Sintra a caminho de cascais (guincho).

E referia-me concretamente aos móveis Gaspar que decerto conheces.

Pascoalita disse...

João

Os animais são excelentes companheiros!

Dão imenso trabalho, algumas preocupações e condicionam-nos os passos, mas quando decidimos acolhê-los acabam por fazer parte da família e usufruir do espaço.

jinho

Parisiense disse...

Como eu te entendo, Pascoalita. Não devias ter dado ouvidos ao teu hortelão e devias ter comprado um para ti.
Agora concordo contigo, desalojar os que aí estão instalados.....não.
Mas nunca te aconteceu sentar em cima de um e levaresa uma arranhadela....ahahhahahh???????

Beijokitas

africana disse...

Pois pudera! Lá fora faz um frio de rachar e aqui dentro os donos a refastelarem-se com uma bela lareira..á pois não, já agora!Somos rafeiros mas não somos burros, e com direitos!

Laura disse...

ehhh, eu lembro-me porque estive lá e a gataria deitava-se ali que era um descanso e s eo manel lá estivesse subiam de preateleira, ehhhhhh, assim; o manel tem semrpe razão, mais demoras mais novos se vão manter... Beijinhos.

Pascoalita disse...

Parisiense,

Isso não, nunca me aconteceu. Mas já os tenho juntado com jeitinho num dos cadeirões para deixar o outro disponível para mim e eles não gostam muito. Tive um gato que até me arreganhava a dentuça qdo eu fazia isso.

Pois claro que fiz mal! E o mais certo é nunca mais voltar a ver os tais de que gostei tanto :((

jitos

Pascoalita disse...

africana,

Já tenho aqui dito "que rica vida a de gato"

E tu bem sabes como eles a pouco e pouco vão explorando todo o espaço ... ninguém les consegue por limites.

Laura,

Estou sempre a dizer que quando eles desaparecerem, não quero mais.

O manel é que cuida da limpeza das coberturas dos cadeirões.

jinhos às duas

L.S. Alves disse...

Quando fores te sentar é só dares colinho aos bichanos que eles não mais irão querer te tirar dali.
Um abraço.

Teté disse...

Os bichanos são mesmo assim: instalam-se a seu bel-prazer, os donos se quiserem que se sentem no chão!

Quantas vezes tive de tirar o meu Nicky da cadeira do computador, nem te passa pela cabeça! Mas quer dizer, não fazia sentido ficar eu a escrever de pé, para a excelência ficar lá refastelado a bater uma soneca, né?

Quanto aos "homes", pois, parecem ter sempre outras prioridades de compras... ;)

Jinhos, nina!

Zé do Cão disse...

Pascoalita
Mas estas são histórias de encantar enquanto as minhas são histórias de desencantar.Não resisto:-
Fui aos "Lirios" da Mariazita e ela tem lá um lindo poema do José Régio.
Certa vez, mais a "Dona" fomos dar uma volta até Chaves, perguntei numa gasolineira onde se comeria bem.
Resposta:- Meu caro senhor, aqui onde se come bem é no Barrocão. Lá a BITELA DO BARROSO (terras do Barroso) é um poema.
Arrancámos, fomos lá, o restaurante tinha mais moscas que clientes (éramos só nós)A carne em vez de um poema (com acentuada voz nortenha) era um autentico corno, velho e cansado do trabalho. Tocámos "Biola"
de fome até ao Gerêz.
Nunca mais esqueci, aquele poema...

biquinhos

Laura disse...

Ahhh, pobre manel a limpeza dos cadeirões fica a cargo dele? é por isso que a gataria se senta ali, já sabem que não os enxota... Beijinhos.