terça-feira, junho 10, 2008

Dia de Camões e da Raça ...

Mudam-se os tempos ...


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

(Luis Vaz de Camões)









Ao desconcerto do Mundo


Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado:
Assim que só para mim
Anda o mundo concertado.

(Luis Vaz de Camões)

Reflexão: Ao ler alguns dos seus poemas, ocorreu-me este pensamento: O que escreveria hoje Camões?


5 comentários:

Parisiense disse...

Nem queiras saber pascoalita, nem queiras saber.......porque se ele estive cá hoje nem reconheceria o país que tanto declamou além mar!!!!!!!

Laura disse...

Bem, nina, para nós o mundo ainda anda muito desaparafusado e desacertado...Coitado do Camões se vivesse aqui e agora...
Escreveria de outra forma, decerto..mas a cada coisa o seu tempo.. Ji a ti , d emim...

Laura disse...

Nina tens ai o remédio..aquela bicicleta que compraste não era para exercitar o pernão? bora pra lá, abre a janela fecha os olhos e pedala por ai, ai quem me dera ter companhia e iria a pedalar pelos passeios à volta do meu quarteirão...mas..sózinha?...

Pascoalita disse...

Pois ... também há coisas que deixo por fazer por falta de companhia ahahahahah ahahahahahahahahah


A bicicleta está muito arrumadinha no "quarto/ginásio" (fica lá tão bem ahahahahah) agora estou mais virada para outro tipo de exercícios ahahah

hoje, enqto na tv era transmitido o jogo Portugal/República Checa, eu fui treinando os exercícios que fiz de manhã ahahahah

marius70 disse...

O que escreveria Camões

Mudam-se os tempos, mudam os comilões,
Muda-se o ser, anda tudo na passa;
Diz um presidente que hoje é o Dia da Raça,
E não das Comunidades e de Camões.

Continuamente vemos patos bravos,
Diferentes em tudo até na lembrança;
Enchem as bocas e a volumosa pança,
E dão “emprego” aos novos escravos.
O tempo cobre o chão de espanto,
Que já coberto de sol e vida,
E em mim converte em choro o doce canto.