domingo, agosto 28, 2011

Gato com mania de pássaro


O "Traquinas"é um bichano siamês, ainda jovem, que há cerca de 1 ano, então pequenino, apareceu num quintal próximo desabitado e que eu recolhi, prestando-lhe alguns cuidados, só não tendo ficado na família porque o meu Hortelão se opôs, argumentando que 3 habitantes de 4 patas cá em casa eram mais que suficientes! Foi depois adoptado pela D. Elvira, uma senhora idosa que possui mais 2 bichanos.

Raramente é visto na rua, talvez porque porta sim, porta sim, há um rafeiro à espreita e foi exactamente na sequência de uma perseguição entre cão e gato, que o coitado para se esquivar do rafeiro "black" trepou, trepou, trepou, até se sentir bem seguro no topo do poste telefónico a 2 metros de casa.


A Dona, preocupada, percorria a rua para cima e para baixo chamando, mas do "Traquinas" nem sinal! No alto do poste, talvez envergonhado por tarde demais ter descoberto que os gatos não voam, o bichano permaneceu enroscado durante quase 30 horas! E ainda lá estaria, não fosse o alerta da dona do rafeiro que no dia anterior assistira à cena.

Após várias tentativas frustradas para o convencerem a descer pelos próprios meios, acabou por ser necessária a intervenção dos bombeiros.

Por fim tudo acabou bem ... mal sentiu terra firme, o "traquinas" disparou que nem foguete direito a casa, talvez pensando: Uffa! Desta já eu estou safo.


14 comentários:

Zé do Cão disse...

os gajos sobem bem, trepam que é um regalo. Mas depois quando olham de lá de cima para baixo é que é os trabalham. O seu pensamento não dá para mais. De recuas e com as garras que têm desciam que era uma beleza.
Uma senhora médica de profissão, com medo das altura, foi com duas filhas a Londres e aproveitando foi ver um espectáculo numa das casas mais famosas da Europa. Comprou 3 bilhetes doa mais baratinhos (Médico também passa crise)e foi mandada lá bem para cima para os últimos lugares. Sentada lá no alto começou a sentir-se insegura e a pensar como descia. Resultado, só o conseguiu fazer, de costas para o palco e a quatro patas. As filhas acharam ridícula aquela descida, mas para ela que jamais de meterá noutra, foi a maneira de evitar que fossem lá os bombeiros para a retirarem ao colo.

Biquinhos

L.S. Alves disse...

Bem escolhido o nome do bichano. E ainda bem que não foi morar contigo. Já pensou que cor estariam os seus cabelos com o tanto de preocupação que ele iria te trazer?
Um abraço moça.

Pascoalita disse...

Pois é, Amigo Zé, aquele ditado de "para baixo todos os santos ajudam" nem sempre se aplica.

Consigo imaginar perfeitamente o que sentiu essa senhora médica. Na minha adolescência morei num daqueles prédios que há por toda a capital, que têm uma escada em ferro nas traseiras, chamada "escada de serviço" sabes?

Eu morava no 1º andar e costumava subir até ao 2º onde tinha 2 amigas. Era um prédio de 4 pisos.

Um dia deu-me para continuar a subir ... passei o 3º andar e continuei mais um lance que dava acesso ao telhado. Quando me virei e olhei para baixo, ia-me dando um fanico Tremi que nem varas verdes! E foi o bom e o bonito para ganhar coragem para descer ... acabei por faze-lo quase de gatas e de olhos semi-fechados eheheh

Puxa! Nunca mais me atrevi a passar do 2º andar eheh

Jinhos

Pascoalita disse...

Olá, amigo Alves :)*

Nos 2 dias que o "Traquinas" esteve cá em casa, revelou-se muito atrevido e maroto! Além de não me dar sossego, de me agradecer com arranhões, estava sempre e mostrar-me a dentuça. Às tantas já se sentia dono da casa, chegando mesmo a usurpar sofás e a escorraçar as minhas duas gatinhas eheh

Mas é um gato bonito e certamente acabaria por ser domado.

Espero que esteja tudo bem contigo e família. Beijinhos a ti

Fernanda disse...

Olá Pascoalita!

Já nos cruzamos muitas vezes por aí, nestas auto-estradas e entroncamentos da Blogosfera. Estou a lembrar-me, por exemplo, dos tempo dos concursos na Aldeia da Minha Terra.
Se nunca cá estive, o que duvido, estou agora e antecipei-me à sua promessa na Laura.
Espero que não leve a mal.

A sua história de gato armado em pássaro é-me muito familiar, excepto que no caso de um dos meus gatos, nunca chegou a ser necessário chamar os bombeiros!

Tenho, presentemente, três gatos.

O meu siamês, o Kilas, que faleceu há cerca de um ano, subia a todos os lugares mais incríveis e subiu bem, sem dúvida, mas de lá é que nunca descia.
Miava desalmadamente ...
mas ficava lá, sempre à espera que o fossem salvar.
Nunca aprendeu a lição e viveu 17 anos.
Ele era árvores, frondosas, à caça dos passarinhos.
Telhados; os da casa e não só.
Uma vez passou o fim de semana fechado na Escola aqui perto.
Entrou e acabou por adormecer lá dentro.
Sabemos detalhes, porque na altura trabalhava lá um primo e um amigo comum, ele deixou marcas dentro de caixas de papelão ... e fez xixi no caixote do papel para a impressora!

Enfim, gatos.
Este de que falo, foi o meu mais amado.
Adoro todos, mas este tinha algo carismático e ocupa um lugar especial no meu coração.

Beijinhos

Ná ... de FerNAnda

José disse...

Olá Pascoalita!
Gostei do texto muito bem escrito, com algum sentido de humor, e ainda por cima teve um final feliz.

Voltarei por aqui com certeza mais vezes.

José.

Teté disse...

Engraçado que já assisti a uma cena parecida a esta, só que o gato era vadio e não foi um poste telefónico mas sim uma árvore. O gato seria mais pequenino que esse, e acossado por um cão trepou, nem soube como, árvore acima. E depois para descer?

Valeu-lhe que a árvore ficava em frente a um café, onde se juntava muita malta nova amiga dos animais, os miados do gato acabaram por se fazer ouvir. Os bombeiro tiveram de ir lá com aquelas escadas enormes, mas o bicho era muito assustadiço, eles apontavam para cima, e o gato começava a descer e vice-versa. Mas por fim resolveu saltar (o ramo mais baixo era altíssimo) e também se pirou a grande velocidade... :)

Jinhos!

Pascoalita disse...

Olá, Ná!

Levar a mal? Como poderia? Fiquei agradavelmente surpreendida, isso sim!

Sim, recordo com agrado os textos, em jeito de concurso, propostos pela Susana Falhas da "Aldeia da minha Vida" e de como participavamos com entusiasmo.
Acontece que me viciei nas "hortas virtuais" do Facebook e a Blogostera ficou para 2º plano. Mas é minha intenção retornar a "casa" eheheh

Na tentativa de cumprir a promessa feita à Laurita do "Résteas de Sol", dei um saltinho à Casa do Rau, mas não me foi possível deixar "rasto". Talvez numa próxima ocasião...

jinhos

Pascoalita disse...

Olá, José :)*

Também já trocamos algumas ideias, mas há séculos que não dou uma espiadinha no seu espaço. Tentarei esticar o tempo e fazer a ronda ainda hoje. Já tenho saudades!

Com excepção do período em que vivi na capital, sempre me lembro de ter gatos por perto. Actualmente tenho apenas 2 gatas em casa, mas alimento uns quantos felinos, desamparados, que habitam um quintal vizinho, cujo dono, um senhor idoso, foi internado num lar. O pior é que estão a encurtar a distância que separa os 2 quintais e não tarda tenho-os em casa eheheh

jinhos

Pascoalita disse...

Olá, nina Teté :)*

Juro que acreditava que o bichano desceria quando se fartasse do "poleiro"!

Diz-se que os gatos têm 7 vidas e já vi alguns safarem-se bem de situações complicadas.

Há uns meses atrás, um caiu de um 7º andar e sobreviveu.
Lembro que qdo era miúda, um gato lá de casa caiu num poço (seco) que tínhamos no quintal, com mais de 10 metros de profundidade. Ouviamo-lo miar que metia dó, mas uns dias depois estava cá em cima eheheh

"A necessidade aguça o engenho" e acredito que quando a fome apertasse, o "Traquinas" acabaria por se aventurar a descer eheheh

jinhos a ti, nina linda

Maria disse...

Pascoalita
Lembraste-me um livro de Jorge Amado:
"O gato Malhado e a andorinha Sinhá".
Tive um gato que trepava as árvores e depois não descia. Tinha que lá ir buscá-lo. Ai que saudades de subir árvores!
Beijinhos
Maria

Pascoalita disse...

Olá, Maria!Há quanto tempo ...

Também era perita a subir às árvores e tal como acontece com eles, a descida era bem mais complicada eheheh

Lembro-me duma vez em que a minha mãe tinha ido ao mercado, ter subido a uma bebereira enorme e ter lá ficado horas até que chegou ajuda ... acho que foi nesse dia que descobri que tinha vertigens eheheh

jinhos

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Pascoalitamiga

Para ser verdadeiro, não gosto muito de gatos, prefiro indiscutivelmente os cães. De resto, quanto mais conheço os homens, mais gosto dos cães. A frase, como sabes, não é minha, mas acho-a excelente.

Porém, este gato com mania de pássaro é um encanto. A estória é excelente, escreves realmente muito bem, consigo ver o «Traquinas» no alto do poste - sem o conhecer. Parabéns - e obrigado.

Se quiseres passar na minha Travessa ela passará a ser também tua.

Qjs = quijinhos = beijinhos

xistosa - (josé torres) disse...

Também tenho medo de subir.
Mas penso que o bichano foi inteirar-se da subida do IVA na dita cuja...
Cumprimentos.