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sábado, fevereiro 27, 2010

Mais 2 "Estudos" de Portela, junior





















à Esquerda "estudo geral" do "fresco" - "O Géno Português"
(Severo Portela, Júnior)


terça-feira, fevereiro 23, 2010

Mais Lembranças de Severo Portela Junior



















"estudos" de figuras representadas na obra
"O Génio Português" - Faculdade de Letras, Coimbra
("fresco" de Portela Júnior)


domingo, fevereiro 21, 2010

Lembrando Severo Portela, Junior




"Estudo", oferta de Portela Júnior, há mais de 30 anos,
painel - "Alegoria da Escola do Infante"
Museu da Marinha, Lisboa.

domingo, setembro 27, 2009

Alcainça em festa (parte II)


Finalmente tive oportunidade de visitar a Igreja Matriz de Alcainça, uma bonita obra do século XVII com muito interesse histórico que devido aos frequentes actos de vandalismo que ocorrem por todo o país, se encontra sempre encerrada, mantendo-se aberta apenas enquanto decorrem as cerimónias religiosas.





A capela do Espírito Santo, com o bonito portal manuelino, fica situada a escassos metros da igreja e pela mesma razão também se mantém sempre fechada.






Estava de passagem, após ter exercido o meu direito de voto e fiz um desvio passando no largo da igreja, onde algumas dezenas de pessoas se reuniam para assistir à missa, que hoje foi campal, dado que a pequena igreja em dias de festa se revela insuficiente para albergar todos os fieis.

No interior da igreja, enquanto decorriam os últimos preparativos para a cerimónia, captei algumas imagens. Não havia tempo a perder, pois a porta ficaria fechada.


















sexta-feira, maio 15, 2009

Eis o Presente do Luis

O presente do Luis é este bonito cavalo!
É certo que não serve para montar, mas também não lhe dará trabalho a passar à guia, nem exige cuidados nem fará despesas.
Desta vez não encontrei a indicação "mady in china", mas notei com estranheza a ausência da informação quanto à sua origem e fabricante ou importador.

Havia uma grande variedade de objectos decorativos. Um elefante e um pequeno baú do mesmo género justificam nova visita em breve à loja.



domingo, maio 10, 2009

Hei-lo, O Zé Povinho !!!


Pede-me o Amigo Zé do Cão que exiba esta sua foto, representando o simbólico Zé Povinho, tão conhecido de todos nós, cujo original em cerâmica lhe foi oferecido em Junho de 2008, por ocasião do encerramento da SECLA, a fábrica que durante 50 anos produziu as famosas faianças Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Raínha.



Segundo o próprio confessou publicamente (veja-se caixa de comentários do post anterior), ficou tão emocionado com a oferta e, certamente tocado pela anunciada "morte" do símbolo popular, que não se conteve, tendo-lhe depositado várias beijocas na sua cabecita traquinas.


Inspiração africana mady in china


Sempre gostei de todo o tipo de artesanato e embora nunca tenha estado em África, aprecio a arte africana.

Quase todos os anos visito a feira de artesanato que ocorre em Lisboa, por altura do Natal e dedico sempre algum tempo ao stand e expositores representativos dos vários cantos do mundo, embora raramente compre alguma coisa.

Há dias achei piada a estes artigos, mady in china, de inspiração africana e adquiri 2 estatuetas e 2 molduras.

Nota-se algum cuidado em manter as características originais, mas não me admiraria se um dia destes começasse a surgir no mercado pequenas figuras representando europeus e africanos de estatura minúscula e olhos oblíquos eheheh


quarta-feira, abril 15, 2009

Morreu o Artista José Franco



Aldeia situada entre Ericeira e Mafra e a escassos km de minha casa, quando os rapazes eram pequenos, era frequente fazermos uma paragem no Sobreiro para uma breve passeata pela "aldeia saloia" aproveitando sempre para saborearmos o pão com chouriço acabado de sair do forno, ou as deliciosas farturas acabadas de fritar.




É ainda hoje ponto de visita obrigatória, sempre que recebemos amigos ou familiares, sobretudo quando há crianças e é um excelente passeio para quem mora num grande meio urbano.

O lugar está sempre repleto de visitantes nacionais e estrangeiros.


Um pouco sobre a vida e obra do Artista, incluindo a notícia da sua morte, ocorrida ontem 14 de Abril, pode ler-se aqui














domingo, setembro 28, 2008

Pintura moderna

Estes 3 quadros são da minha Amiga Inês. Sempre que vou lá a casa aproveito para dar uma espiadinha às paredes do quarto do filhote, onde estão pendurados há já alguns anos.

Trouxe-as de Braga, onde as comprou e têm largas molduras em tom de azul forte, mas eu fiz questão de eliminar estas nas fotos, para melhor apreciar as obras.






























Em baixo 2 pinturas do mesmo estilo, da autoria de J. Roybal que descobri aqui ... escolhidas entre muitas.
















Sempre achei piada a estas figuras patéticas, que embora irreais, retratam perfeitamente o mundo em que todos conhecemos e no qual vivemos.

quinta-feira, setembro 25, 2008

Pinturas na mão

Por falar em Arte ...



Cliquem aqui e apreciem a criatividade

"Antiguidades" II





Outra "antiguidade" com a mesma idade dos anteriores, que após ter decorado o corredor da casa de Lisboa durante mais de 20 anos, num dia de telha foi atirado para a arrecadação onde se manteve até há pouco tempo ... recentemente voltou a ter direito a um cantinho na parede da sala onde fica lindamente.

Nem sei como fui capaz de me ter enjoado dele e de o ter atirado para um canto!!!

quarta-feira, setembro 24, 2008

"Antiguidades" I


Já nem lembro onde e quando os comprei, mas têm mais de 30 anos! Pelo menos cá em casa são "antiguidades", pois são das poucas coisas que têm resistido a várias mudanças e de que continuo a gostar.

Actualmente estão pendurados no hall de entrada, em linha vertical, ao lado do espelho.



















quarta-feira, setembro 17, 2008

Mais Arte no Metro

Ainda na Estação do Campo Pequeno, do lado Sul em ambas as plataformas, encontramos 2 grupos de mulheres, representando antigas vendedeiras de produtos.

São elas que fornecem os alimentos ao grupo anterior ... as "amazonas" são de muito alimento eheheheh














domingo, setembro 14, 2008

Arte no Metro em Lisboa



Há muito que magicava nisto ... fotografar as amazonas que na estação do Metropolitano do Campo Pequeno, em Lisboa, parecem exibir-se sem que alguém repare nelas.

Há dias, pela manhã, interrompi a viagem e lá fiz o gosto ao dedo ...

































Alguns dos belíssimos trabalhos embutidos em mármore, alusivos à "Festa Brava", que podem ser observados numa das plataformas, da autoria do Escultor Francisco Simões.


sexta-feira, agosto 29, 2008

Pobre Valete ...


Lembram-se da "Raínha de cabeça perdida"???

Certamente também se recordam de ter manifestado estranheza ao ver estas figuras e a pena que me inspirou ver a coitada de "cabeça torta" supostamente perdidinha de amores".

Mas o nosso querido Imperador Romano Marius 70 fez a gentileza de me sossegar ... transcrevo aqui as suas palavras:

"Sobre estes azulejos. Esta dama é a dama do conjunto Dama e Valete onde Eduardo Nery criou algo surrealizante (como ele o definiu) nas chamadas "figuras de convite" que figuravam no século XVIII nas entradas, nos vestíbulos e escadarias nos edifícios dessa época.
Uma forma diferente de apresentar a arte antiga em moldes contemporâneos.

Creio que fez um bom trabalho pois se a Dama perder a cabeça lá estará o Valete com o ombro amigo para a segurar!"

Fiquei tão comovida que prometi a mim mesma que um dia os juntaria!!!

Pois esse dia chegou, mas confesso que o estado do Valete não me parece melhor que o da sua Dama, deixando-me igualmente preocupada. Sofrerá o coitado de dupla personalidade ou de patologia grave ??? E estará fisicamente capaz de proporcionar o "apoio" que a sua amada Dama necessita? hahah

De qualquer forma, aqui bem juntinhos poderão tentar endireitar a cabeça e tudo o mais que acharem por conveniente ahahah

(Painéis de azulejos na Estação do Metropolitano no Campo Grande, Lisboa - Eduardo Nery )

terça-feira, julho 22, 2008

A Raínha perdeu a cabeça?

*Arte no Metro *


Circulando diariamente na estação do metro do Campo Grande, em Lisboa, o meu olhar fixa-se inevitavelmente nas várias figuras reais formadas por azulejos, intencionalmente colocados de forma desordenada, suscitando-me várias interrogações:

Que nos revelam as imagens?
Será uma forma de penitência???
Estará toda a realeza de castigo???
Por quem a raínha terá perdido a cabeça??? ahahah






terça-feira, agosto 07, 2007

O meu "Naif"


Tenho-o há mais de 10 anos!

Desde muito cedo que a minha colega revelou um jeito especial para a pintura.

Confidenciava-nos ter a casa a abarrotar de pequenas aguarelas e pinturas a óleo, a maioria de flores, mas também animais e paisagens. A nosso pedido, foi-nos cedendo alguns e simultaneamente começou a aceitar pequenas encomendas.

Assim, tenho vários quadritos da sua autoria, óleo sobre tela, mas sempre tive uma certa paixão pela pintura "naif". Um dia pedi-lhe se me fazia um, deixando o tema à sua escolha.

Como isto se passava na altura em que eu estava de mudança da cidade para o campo, perguntou-se se queria que me fizesse uma "quinta" eheheheh

Tenho-o exposto aqui, exactamente na saleta onde escrevo. Continuo a gostar muito dele. A minha colega entretanto aposentou-se e provavelmente dedica-se agora exclusivamente àquilo que mais gostava de fazer ... pintar.

(dedico este Post à minha ex-colega ... "I. Santareno")

sábado, junho 17, 2006

Post de Abertura ... Homenagem


O meu "POST Nº UM" é dedicado a um HOMEM que foi e continua a ser
"uma referência na minha vida" ... A primeira figura masculina que me inspirou confiança e respeito e despertou em mim sentimentos de admiração, carinho, ternura, gratidão! Um Homem de Coração Grande e Alma Nobre, de uma simplicidade grandiosa, esquecido por muitos, desconhecido da maioria, com quem tive o privilégio de conviver e a quem chamava de "Padrinho".

Deixou uma OBRA que bem merecia maior reconhecimento e divulgação por quem de direito.

O próprio nome deste "BLOG" é inspirado no trato carinhoso que me dispensou enquanto com Ele privei, constituindo esse período da minha adolescência, os melhores anos da minha existência, não como "serviçal" mas como "protegida".

Dotado dum espírito jovem, elegeu-me como sua
aliada e confidente, contagiando-me com a sua permanente alegria de viver e transmitindo-me uma certa irreverência que lhe era peculiar. Um grande exemplo dos valores morais mais nobres pelos quais hoje, mais de 35 anos depois, continuo a pautar a minha vida.
Em breve, precisamente no dia 8 de Julho p.f., fará 21 anos que nos deixou, mas permanecerá para sempre vivo no meu coração.
A sua "pupila Pascoalita"

Original do Pintor
(oferta à Pascoala)
BIOGRAFIA

Link do museu com o seu nome
http://www.cm-almodovar.pt/museuseveroportela

Severo Portela Júnior nasceu em Coimbra, a 10 de Setembro de 1898. Cursou escultura com distinção na Escola de Belas Artes de Lisboa, tendo obtido no seu primeiro trabalho, apresentado ao Mestre Condeixa, a classificação de 20 valores.
Casou, muito novo, com Maria José Carrilho Marreiros, aluna particular de pintura do Mestre Carlos Reis. Por esse motivo, em 1920, veio viver para Almodôvar,onde se tornou pintor, fascinado com a raça das gentes Alentejanas, com os seus costumes e suas indumentárias.
Em 1930 participou, pela primeira vez, na exposição anual da Sociedade de Belas Artes, com um grande quadro intitulado "Músicos de Aldeia", tendo-lhe sido atribuído o prémio Rocha Cabral e a primeira medalha de ouro daquela Sociedade. Em 1931, obteve novamente o mesmo prémio com a apresentação do seu quadro "1860" que o Estado adquiriu para o Museu de Arte Contemporânea. Em 1933, como bolseiro da Junta Nacional de Educação, visitou alguns museus em Espanha, França e Itália. Das impressões recolhidas, escreveu, em 1936, o livro "Arte Antiga, Arte Moderna". Depois, em 1934 pintou "Os Alentejanos" e em 1941 "Os de Almodôvar", telas de grandes proporções igualmente adquiridos pelo Estado para o Museu de Arte Contemporânea. Refira-se também o quadro "O Último Cocheiro" adquirido pela Câmara Municipal de Lisboa, hoje no Museu da Cidade. Pintou ainda centenas de quadros de menores dimensões, que se encontram em galerias particulares. Em colecções particulares encontram-se também tapeçarias e várias esculturas suas.

Em 1954 publicou o livro "Leopoldo de Almeida um artista singular" e em 1955 "Reflexões sobre Columbano", resultado de conferências suas proferidas no Museu de José Malhoa.
Realizou cinco exposições individuais, três em Lisboa e duas no Porto. Os seus motivos predilectos eram aquelas boas gentes da "sua" vila ao sul de Beja Almodôvar - com os seus maiorais, ceifeiros, ganhões, todo o povo humilde que traba
lha a terra nas planícies do sul alentejano, onde viveu trinta anos.
Em 1940 foi encarregado de decorar a sala de S. Vicente na Exposição do Mundo Português, pintando quatro grandes telas sobre a morte do Padroeiro de Lisboa, que se encontram no Museu de José Malhoa. A partir desta data foi intensa a sua actividade como decorador de grandes superfícies. Antes de regressar novamente a Itália, agora como bolseiro do Instituto de Alta Cultura, para fazer a aprendizagem da velha técnica de tintas sobre argamassa, pintou ainda um motivo de decoração "a fresco" do novo Tribunal da cidade de Beja. Pouco tempo depois, pintou o grande Tríptico do Salão Nobre da Câmara Municipal de Beja, conhecido pelos "Painéis do Foral", tendo recebido, em resultado da em Belém exposição de alguns dos desenhos desse trabalho, a medalha de honra da Sociedade
Nacional de Belas Artes. Em Beja, pintou ainda o Salão do então Grémio da Lavoura e a entrada da Escola Industrial. Também em Beja, naCâmara Municipal, se encontra o conhecido quadro "Promessa dos Maiorais" e na Sé Catedral a "Ceia de Emaús".

Pelo processo de "a fresco" decorou o Palácio de Justiça de Bragança e a Domus Justitiae de Viseu. Pintou um painel alusivo ao Código Civil no Palácio da Justiça de Lisboa, cinco frescos decorativos na sala de audiências do Tribunal da Covilhã e cinco frescos, com cenas alusivas à história da cidade, no Palácio de Justiça do Porto. Para o Palácio da Justiça da Golegã pintou um tema histórico sobre os frades cistercienses. A óleo pintou uma figura da Justiça no Tribunal de Setúbal. Em tapeçaria foi feita uma peça para o Tribunal de Almada e outra para o Palácio de Belém.
Realizou o enorme painel da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde figuram os grandes vultos da História Pátria, e um fresco de grandes dimensões no átrio da Faculdade de Medicina de Coimbra, com a história do respectivo ensino. Pintou igualmente o painel do átrio da Escola Técnica D. Luísa de Gusmão, em Lisboa e um painel, referente à aprendizagem industrial, na Ex-Escola Industrial e Comercial de Moura.
Executou também "a fresco" a abóbada e o altar-mor da Igreja de Santo Isidro de Pegões, a Capela Baptismal da Igreja de S. João de Brito, em Lisboa e decorou as Capelas Baptismais das Igrejas de Almodôvar e Merceana e, em colaboração com o pintor Costa Rebocho, a Igreja do Santo Contestável.

É também autor do tríptico a óleo "Ceifeiros" que se encontra na Ex-Federação Nacional dos produtores de Trigo, em Lisboa e do "grafitado" executado na Capela do Hospital de S. Brás de Alportel. É igualmente de sua autoria o grande painel da União das Associações dos Comerciantes do Distrito de Lisboa, bem como o painel decorativo "Escola do Infante" no Museu da Marinha.
São numerosos os seus quadros de pintura a óleo espalhados por vários Museus do país, designadamente, o Museu Nacional Soares dos Reis, o Museu Grão Vasco, o Museu Nacional de Arte Contemporânea, o Museu da Cidade de Lisboa, o Museu do Caramulo, o Museu Rainha D. Leonor, em Beja e a Biblioteca-Museu Severo Portela, em Almodôvar. Todavia, é no Museu de José Malhoa que se encontra o maior número das suas obras.

Como escultor fez o Padrão Henriquino destinado ao ex-Ultramar, tendo ganho, em concurso público, o 1º prémio, e executou a estátua do Governador da Índia D. Nuno da Cunha.
Como reconhecimento do valor das suas obras, o Estado concedeu-lhe, em 9 de Março de 1936, o grau de Oficial da Ordem de Instrução Pública e, em 18 de Janeiro de 1981, o grau de Oficial da Ordem Militar de Cristo. Foi também membro jubilado da Academia Nacional de Belas Artes.
Faleceu em Lisboa, no Hospital de Santa Maria, no dia 8 de Julho de 1985 e encontra-se sepultado em Almodôvar, onde passou os últimos anos da sua vida.