domingo, agosto 31, 2008

Aula de botânica (ilustrada)


Como irão facilmente perceber pelo diálogo abaixo, a aula destina-se à nina africana ahahahah

Pascoalita: - Olha, hoje trouxe-te mais feijão verde (nem me tinha apercebido que o meu hortelão tinha semeado nova remessa) faz "peixinhos da horta" para a D. Sofia e se quiseres dá um pouco à tia Cremilde ... é muito tenrinho.

Africana: - Obrigada! É bom é. Das outras vezes aproveitou-se todo e ainda dei à São e à Titi.

Pascoalita: - Como tem estado muito calor, tem de se regar 2 vezes ao dia para se manter tenrinho. Vou apanhando, mas se ficar nas plantas não há problema porque seca e depois, no Inverno, faço feijoada que lá em casa todos gostamos.

Africana: - Hen? Como é que disseste? Para feijoada? Então quer dizer que aquele feijão seco que se compra para sopa e não só, sai daqui? Perguntava apontando para as vagens verdes.

Pascoalita: - Claro! Pensavas que vinham de onde? Se calhar achavas que já nascia naqueles saquinhos de plástico onde o compras, não? ahahahahah




















Já agora, nina africana, fica também a saber que estes pequenos grãos de feijão que vês ao lado são a semente se quisermos obter nova colheita.

Se te sentires envergonhada e me quiseres dar nas orelhas por expor aqui a tua ignorância, à vontade ... sugiro até que te vingues começando por me explicar qual a diferença entre um tigre e um leopardo ahahahah


sábado, agosto 30, 2008

"Chorão"


Num recanto do espaço anterior, está este bonito chorão. Já tenho pensado plantar um no meu quintal, mas o meu manel não se mostra receptivo à ideia.



Zona verde à beira da estrada


Fica a uns escassos 100 metros de minha casa e conheço o local há mais de 20 anos, quando ainda era apenas um espaço esquecido.

Há uns anos atrás, o Presidente da Junta local mandou limpar o espaço, arranjaram e pintaram muros, plantaram algumas flores e uns chorões e ficou como novo.

















Neste pequeno desvio, agora transformado num pequeno jardim à beira da estrada, só falta uma mesa e uns bancos para proporcionar um bom descanso a quem quer fazer uma pausa na viagem. Hoje fui até lá passear com a minha Nikita.



"Dálias pompom"


Costumo ter o canteiro cheio de "dálias pompom" (é assim que lhes chamo) ... estas são só as primeiras deste ano.



















sexta-feira, agosto 29, 2008

Pobre Valete ...


Lembram-se da "Raínha de cabeça perdida"???

Certamente também se recordam de ter manifestado estranheza ao ver estas figuras e a pena que me inspirou ver a coitada de "cabeça torta" supostamente perdidinha de amores".

Mas o nosso querido Imperador Romano Marius 70 fez a gentileza de me sossegar ... transcrevo aqui as suas palavras:

"Sobre estes azulejos. Esta dama é a dama do conjunto Dama e Valete onde Eduardo Nery criou algo surrealizante (como ele o definiu) nas chamadas "figuras de convite" que figuravam no século XVIII nas entradas, nos vestíbulos e escadarias nos edifícios dessa época.
Uma forma diferente de apresentar a arte antiga em moldes contemporâneos.

Creio que fez um bom trabalho pois se a Dama perder a cabeça lá estará o Valete com o ombro amigo para a segurar!"

Fiquei tão comovida que prometi a mim mesma que um dia os juntaria!!!

Pois esse dia chegou, mas confesso que o estado do Valete não me parece melhor que o da sua Dama, deixando-me igualmente preocupada. Sofrerá o coitado de dupla personalidade ou de patologia grave ??? E estará fisicamente capaz de proporcionar o "apoio" que a sua amada Dama necessita? hahah

De qualquer forma, aqui bem juntinhos poderão tentar endireitar a cabeça e tudo o mais que acharem por conveniente ahahah

(Painéis de azulejos na Estação do Metropolitano no Campo Grande, Lisboa - Eduardo Nery )

terça-feira, agosto 26, 2008

Não vos parece grave???


Não sei se será o caso de começar a preocupar-me seriamente com as inúmeras gaffes que cometo, mas pelo sim pelo não deixei de lado o adoçante e retomei o uso do açúcar. Quem sabe não há um fundo de verdade na recente notícia de que o "aspartame" é tóxico, podendo matar as parcas células cerebrais que me restam ahahah

Hoje recebi mais um "sinal" ... avaliem se não vos parece grave, mesmo com a atenuante de serem 7,30 da manhã e ainda sem a cafeína matinal:


Ao chegar à estação do metro onde habitualmente saio há mais de 30 anos, lembrei-me da factura que há mais de 8 dias andava na mala e subo a escada com ela na mão, decidida a proceder ao seu pagamento na Caixa Multibanco situada à saída das cancelas do metropolitano que uso com regularidade.

Dirijo-me ao local e coloco-me na fila atrás do único utente, reparando apenas que é homem. Enquanto aguardo, levanto o olhar que até ali apenas fixara uns sapatos presos num par de calças e reparo que o senhor está ligeiramente inclinado para a esquerda, tendo um telefone azul encostado ao ouvido, cujo cabo se encontra fixo à parede e penso para comigo:

- Puxa! Esta coisa da tecnologia evolui a uma velocidade ... até já apetrecham as Caixas Multibanco com telefone!!!

Rápida de raciocínio como sou, o que não significa que o faça correctamente, ocorreu-me logo um sem úmero de situações em que o mesmo devia ser útil, como por exemplo para conferir transferências interbancárias ou algo que o valha ... a PT, sempre atenta a oportunidades de mercado, devia ter visto ali uma boa fonte de rendimento ahahahah

Segundos depois apercebo-me que um outro sujeito se posiciona uns passos ao lado. Olho nessa direcção e que vejo eu? Um cliente descontraidamente a usar a Caixa Multibanco!!!

Eu é que me tinha colocado atrás dum tipo que simplesmente usava um telefone público ahahahahah

Agora, sejam francos e digam-me: Acham que é muito grave???


segunda-feira, agosto 25, 2008

E aqui ... posso???

Depois de ter sido escorraçada da cama da dona, seguindo-se uma gorada tentativa de dormir uma soneca sobre uma t-shirt ainda morna sobre a tábua de engomar, mais a proibição de ficar no sofá da sala, a Negrita parece questionar:

E aqui ... posso ???



(flagra através da janela ahahah)

domingo, agosto 24, 2008

Um lanche/jantar a dois...


O recente passeio a Sesimbra abriu-nos o apetite ahahahah
Tenho quase sempre camarão na arca, mas ultimamente não tem apetecido.
Hoje o manel lembrou-se de querer comer camarão grelhado. E vai daí ...



Receita rápida:

Abrem-se os camarões no sentido longitudinal, temperam-se com um fio de óleo e umas pedras de sal. Grelham-se de ambos os lados, colocam-se numa travessa, tempera-se com piri-piri (facultativo) e serve-se acompanhado de um bom vinho branco bem gelado.

Nota: Aqui abriu-se uma garrafa de vinho verde que tem cerca de 12 anos cá em casa!!! Estava de beber e chorar por mais ahahahah

sábado, agosto 23, 2008

Casal de São Martinho


O velho casarão bem merece que lhe dedique um post inteiro! Um passeio a Sesimbra teria de incluir, obrigatoriamente, uma passagem, ainda que breve, à Maçã e ao lugar que me liga à minha adolescência.

Passados mais de 30 anos, cheguei a pensar que já não existisse. Vista do exterior, a casa mantém quase o mesmo aspecto, mas à sua volta os sinais de abandono são muitos!!!

O terreno envolvente está coberto de mato seco, os muros com nítidos sinais de degradação e os portões reduzidos a um monte de ferro enferrujado há muito que não cumprem a sua função.

Da antiga vacaria restam as paredes, da horta e do pomar um solo ressequido, e imagino que o tanque e a pequena fonte junto à casa onde saltavam dezenas de bonitos peixes vermelhos que faziam a delícia dos mais pequenos membros da família, há muito não vêem uma gota de água.

Impressionante foi ver o então jovem pinheiro cuja caruma tantas vezes amontoei, transformado num pinheiro gigante com vários metros de altura e uma copa que deve rondar os 40 metros de diâmetro.



Das sebes que eu aprendi a aparar e que serviam de alojamento aos caracois nem um sinal, o mesmo acontecendo com o recanto, em frente à casa, onde os jovens da família se sentavam, à sombra dum viçoso caramanchão tão denso que tornava impossível a penetração dos raios solares.

Não me ocorreu confirmar se nas traseiras ainda existe a velha sineta, cujo cordel o padrinho Portela puxava fazendo o badal soar insessantemente, dando sinal da nossa chegada ao Sr. Joaquim, que invariavelmente acorria a dar-nos as boas vindas. Mantem-se no entanto razoavelmente bem conservado o banco onde a família se sentava a conversar.

Foi com emoção que encontrei alguns membros da família dos meu querido e saudoso Senhor Portela e soube notícias de outros familiares.

Daqui, à distância de 40 anos, quase consigo ver o velho Portela estacionar o seu cortina azul escuro e entrar em casa, abrindo de par em par as várias portadas das dependências, o acertar de horas e respectivo ajuste dos pêndulos dos relógios, deixando-se a seguir cair no seu velho cadeirão de couro, pronto para mais uma estadia que dependendo da inspiração criativa e do seu espírito aventureiro, tanto podia ser de um ou dois dias, como de uma ou mais semanas.

Uma curta visita que reavivou a saudade dum tempo que não volta.


sexta-feira, agosto 22, 2008

Continuação do passeio



Ainda com o estômago cheio que nem abades, caminhámos até ao parque onde tínhamos deixado o carro e subimos a estrada em direcção ao castelo de Sesimbra, mas em vez de fazermos todo o percurso de carro, resolvemos estacionar este e usar o caminho pedestre.

Só me lembro de ali ter subido uma vez há muitos anos e já não fazia a menor ideia do que havia no interior das muralhas.

Aquele calçadão, sobretudo a subida, é óptima para desgastar almoços, aliás ouvi esse comentário uma ou duas vezes ao cruzar-me com alguém que tal como nós, tinha optado por fazer o percurso a pé. Ainda me ocorreu perguntar se também tinham almoçado no "Tony Bar" ahahahah


Gostei de ver a igreja de nossa senhora do castelo que é muito bonita e está bem cuidada.

















A vista panorâmica que o local nos proporciona é espectacular !!!



Ah! Como não podia deixar de ser, era imprescindível trazer um "souvenir"!!! Embora nada tenha a ver com o local, comprei numa papelaria um "porta-guardanapos" que ao usá-lo me recordará Sesimbra.

Já no caminho de regresso parei num oleiro na zona de Fernão Ferro e comprei este alguidar de forno ... é que desde o passeio a Lamego, fiquei fã do arroz de forno e quero ver como me saio nessa experiência.