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segunda-feira, julho 24, 2006

O "Arco-Íris"

No meu jardim de poemas
Onde há tanta certeza
Onde há tanta alegria

Que me recria
Até o
“Arco-Íris” lá está
E então
eu passo ali bons bocados.
São flores de tantas cores
De tons vermelhos, Verdes,
Azuis, Roxos, Amarelo
Alaranjados e anilados

Que são as cores que o
“Arco-Íris” nos dá.



E me sint
o tão pequenina
Tão insignificante, tão mesquinha
Como qualquer planta rasteirinha.
E bebo de um trago
Sem qualquer sabor amargo
Toda aquela beleza
Todo aquele paraíso
Aquele Éden,
D'onde expulsaram
Nossos pais, Adão e Eva.

E por fim, olho de novo o “Arco-Íris”
E como sempre, conto e reconto
As suas sete cores, que o sol nos envia,
P'ra dar à Natureza um toque

de grande beleza e amor para todos nós!

(Isabel Ribeiro)

sábado, julho 15, 2006

Um miminho da Amiga Cici


A Alegria brilha nos olhos de quem
sabe curtir a emoção
de simplesmente viver...
Viva com disposição e entusiasmo,
fazendo o que gosta
e realizando seus sonhos!!

Tenha um lindo dia
iluminado e de muitas risadas!!!

Beijos

(Cici)

sexta-feira, julho 07, 2006

Dia após dia

Começa logo cedinho
com a promessa no coração
que coisas lindas
vão acontecer. E eu ...
embalada p'la esperança
ando com a cabeça num turbilhão.

Será hoje? Mas ... hoje o quê?
se nem eu sei o que quero!
Entretanto, vou sonhando
e, como uma criança
atrevo-me a adivinhar!!!

E o tempo vai passando
e eu continuo a aguardar,
a vida segue correndo
e é esta alegria cá dentro
que me ajuda a tudo suportar!
(Laura)



terça-feira, julho 04, 2006

Gata Preta

“PUTEFÁ” é uma gata vadia
Que “pedrigree” não tem.
É tão brava, tão bravia
E tão pequenininha

Com focinhito de menina.

Jovem ainda

É uma gata preta

Tão linda!

Fora apanhada na rua.
Era uma gata vadia.
P’ra minha casa a levei.
Mas outro gato eu já lá tinha.


Ao fim de tantos anos
Eles continuavam se amando.
Muitos beijos eles davam,
E dormiam abraçados.
Chegando a haver bofetada
Pela sua ciumeira.


Quando ele regressava
De um quintal
Por onde andava,
Ela com a sua ciumeira,
Cheirava-o, cheirava-o.


Naquele mesmo instante,
Não deixando p’ra mais tarde
O “FILHOTE”,
Era assim que ele se chamava,
Levantava da “patorra”,
Acertando-lhe no focinho,
Dando-lhe umas lambadas,
Pois o gato era “capado”!


E então a “POTEFÁ”,
Triste e conformada,
Com os seus olhitos
Piscando, piscando,
Deitava-se a seu lado
E beijava-o,
Parecendo pedri desculpa
Pela sua ciumeira
Que tanto,

Tanto a transtornava.

(Isabel Ribeiro)

quinta-feira, junho 29, 2006

Menino


Qdo eu era pequenino
quase não era criança
deram-me logo o destino
de não ter solo nem tino
de não ter fé nem esperança.


Percorri tantos caminhos
tantas fronteiras eu vi
e os meus pés pequeninos
que nunca foram meninos
foram daqui e dali.


Todo o meu mundo existente
ficou suspenso na infância
algo em mim ainda sente
tocando-me, docemente
como uma doce fragância ...

(César Afonso ... um colega de trabalho)

quarta-feira, junho 28, 2006

Atitude





Ce
cília de Meireles




Minha esperança perdeu seu nome...
Fechei meu sonho, para chamá-la.
A tristeza transfigurou-me
como o luar que entra numa sala.

O último passo do destino
parará sem forma funesta,
e a noite oscilará como um dourado sino
derramando flores de festa.

Meus olhos estarão sobre espelhos, pensando
nos caminhos que existem dentro das coisas transparentes.

E um campo de estrelas irá brotando
atrás das lembranças ardentes.


Amiga(o)s, na impossibilidade de deixar aqui o texto
que há dias vos prometo, recorri a estes belos Poemas
que uma Amiga me deu a conhecer :-o)

domingo, junho 25, 2006

O mendigo

Acorda, demente
Ergue os sentidos.
A tua alma de gente
Já solta gemidos.

Lava-te com a chuva da manhã,
Veste o que a sorte te deu.

Estende outra vez a tua mão vã
O teu dia ... já nasceu.


Pousa a esmoleira na calçada fria,
Senta ao seu lado o corpo em desalinho,

Reparte com o cão uma côdea tardia,
Esquece a dita num trago de vinho.


Conta as moedas que a rua deixou,
Canta, dolente, uma trova antiga.
Vagueia, errante, onde sempre morou,

Velando, paciente, a cidade dormida.

Sonha, com um Fantasma de prato preto, engomado.
Que, solene, lhe anuncia a Boa-Nova,
Findou o seu destino
aziago,
Vai ser dono d'uma .... Cova.

(Vitor Melo)

A Grandeza do silêncio


Silêncio é docuça
Quando não respondes às ofensas,
Quando não reclamas os teus direitos,
Quando deixas à Deus a defesa da tua honra.

O silêncio é misericórdia:
Quando te calas diante das faltas de teus irmãos,
Quando perdoas sem remoer o passado,
Quando não condenas, mas intercedes em segredo.

O silêncio é paciência:
Quando sofres sem te lamentares,
Quando não procuras consolação junto aos homens,
Quando não intervéns, esperando que a semente germine lentamente.

O silêncio é humildade:
Quando te apagas para deixar aparecer teu irmão,
Quando, na discrição, revelas dons de Deus,
Quando suportas que tuas ações sejam mal interpretadas,
Quando deixas os outros a glória da obra inacabada.

O silêncio é fé:
Quando te apagas, sabendo que é Ele quem age...
Quando renuncias às vozes do mundo para permanecer na Sua presença...
Quando te basta que só Ele te compreenda

Enviado por Mail pela minha Amiga Cidinha (Cici)
(tb publicado no BlogAdega)

Fernando Pessoa .... sempre!

No seguimento do "Momento de Poesia" , aqui vai um pensamento deste Grande POETA que só enobrece os POEMAS da minha querida Lina Portela

(Em especial para as minhas Amigas Laura e Ahlka)


sábado, junho 24, 2006

A Página Branca

Horas a fio olho p'ra ela,
para aquela página branca
em que ainda não escrevi nada ...
Falta-me coragem para manchar
a sua brancura imaculada!
Falta-me coragem para sujá-la
de tinta escura ...
sulcá-la de negro ...
Traçá-la ... Começar ...
Mas um conto de fadas escreverei ...
Falarei dum pagem,
tentarei uma experiência inocente ...
(e já uma doce imagem
acode à minha mente ...)
Ou talvez tente
contar a história
de "Branca Plácido" - a menina triste
que ainda existe
na minha memória!
E debruço-me sobre ela ...
E a página branca
(que é a minha alma)
diz-me baixinho:
"Deixa-me assim, não escrevas nada ..."
E eu olhando sua brancura imaculada,
fico pensando, não escrevo nada!

Lina Portela (páginas Brancas)

Renúncia



Estendendo a minha mão podia ter a tua ...

E talvez fosse minha a tua mão ...
Porém em meu renunciar será eterna

a tua mão na minha ...

E se por ti chamasse? ...
Amor te chamaria ...
E o som da própria voz perturbaria
o doce amor ...


E eu ao pé de ti?! Como seria?
Ajoelhava ... como aos pés de Deus ...
E para não ofender Deus
sempre assim ficarei longe de ti!

E a minha carne morta vai vivendo

em meu renunciar ...
E a minha carne viva irá morrendo
devagar ...

Lina Portela
(Páginas brancas, Editora Lux, Lda 1962)

Momento de poesia


Minha pobre Alma, coitada!


Fi-la menina amimada,
minha pobre alma, coitada!

E cingi em branco véu
sua doce virgindade ...

Nunca a deixei à vontade
ainda não se corrempeu.

- Criei-a d'olhos fechados,
dá-me trabalhos dobrados!


Esta al
ma que é a causa
de não viver sossegada,
que não me dá uma pausa

e me faz andar parada ...

- Teria sido melhor

mostrar-lhe o lado pior ...

Mostrar-lhe a verdade crua,
não a trazer recatada ...
Mandá-la brincar p'rà rua,

não ser menina educada ...
- É jovem, já está cansada:
cansou-se a não fazer nada ...

Esta criança a brincar
quer correr por aí fora ...
Fechei-lhe os olhos ... e agora
atrás não posso voltar ...

Fi-la menina amimada,
minha pobre alma, coitada!


Do Livro "Páginas Brancas"
Poemas de Lina Portela

segunda-feira, junho 19, 2006

Poema ao entardecer

(imagem da net ... desconheço o autor)